
Ciclo de Webinars Turismo Arqueológico: Experiências de Operadores Turísticos (2026)
Património Vivo: a Recriação Histórica
como Ferramenta de Valorização
Orador: Ricardo Correia, Projeto Casa dos Vinte e Quatro
O projeto Casa dos Vinte e Quatro propõe a recriação histórica como ferramenta de valorização do património cultural. Focando-se inicialmente no período medieval e na antiga instituição lisboeta criada em 1384 por D. João, Mestre de Avis, o objetivo principal do projeto não é apenas entreter, mas proporcionar uma experiência educativa e imersiva baseada em investigação rigorosa, experimentação prática e interpretação histórica.
A iniciativa pretende “dar vida” a monumentos e espaços arqueológicos, transformando visitas tradicionalmente passivas em experiências interativas. Os visitantes aprendem através da observação e interação com intérpretes trajados à época, que utilizam técnicas e instrumentos historicamente adequados, devolvendo contexto e função ao património.
O projeto aposta em parcerias com entidades públicas e privadas para utilizar espaços históricos reais, criando experiências pedagógicas que aproximem o público da História de forma mais dinâmica e significativa. Além disso, a nossa proposta defende o rigor histórico e uma visão inclusiva, abordando temas frequentemente ignorados, como perseguições religiosas, desigualdade de género e exclusão social.
A recriação histórica é assim apresentada como uma ferramenta educativa eficaz, especialmente para públicos jovens, por permitir experimentar problemas e desafios do passado — sobrevivência, comunidade, trabalho ou expressão artística — promovendo pensamento crítico e reflexão sobre as ligações entre passado e presente.
Em suma, o projeto procura sensibilizar o público para a preservação e valorização do património histórico e cultural, contribuindo para uma sociedade mais informada, consciente e socialmente responsável.

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Chamada para Contribuições
A ArqueoLoci – Rede Portuguesa de Turismo Arqueológico está a organizar um ciclo de webinars dedicado exclusivamente à partilha de experiências por parte de operadores turísticos que, no seu quotidiano, se articulam com o património arqueológico. O objetivo é criar um espaço de diálogo e aprendizagem mútua entre agentes do sector, valorizando o conhecimento prático e as soluções encontradas no terreno.
Quem pode contribuir?
•Turismo rural, agroturismo e alojamento local que integrem sítios arqueológicos na sua oferta ou colaboração;
•Empresas de animação turística e cultural que realizem visitas guiadas, percursos temáticos ou recriações históricas;
•Guias-intérpretes (individuais ou em associação) especializados em património arqueológico;
•Agências de viagens e operadores turísticos que desenvolvam rotas ou circuitos de turismo arqueológico;
•Produtores locais, restauração e outros agentes económicos que se articulem com sítios arqueológicos na valorização do território.
Temas para partilha
As experiências podem abordar, entre outros aspetos:
•Modelos de colaboração com entidades gestoras de sítios arqueológicos;
•Criação de produtos ou pacotes turísticos integrados;
•Estratégias de comunicação e promoção do património arqueológico;
•Desafios e oportunidades em territórios de baixa densidade;
•Formação e capacitação de equipas para a interpretação do património;
•Exemplos de sustentabilidade económica e conservação preventiva.
Informações sobre o ciclo de webinars
•Cada sessão contará com duas apresentações, com a duração de 15 a 20 minutos cada, seguidas de um período de debate e perguntas com duração aproximada de 20 a 30 minutos.
•O ciclo de webinars terá uma periodicidade bimestral, com sessões previstas para os meses de maio, julho, setembro, outubro e dezembro.
•As sessões decorrerão online, através da plataforma Microsoft Teams. A participação requer inscrição prévia.
Como submeter uma proposta
Envie um resumo da sua experiência (máx. 300 palavras) para arqueoloci@gmail.com, indicando:
•Título da apresentação;
•Nome(s) e entidade(s);
•Breve descrição da experiência e da sua relevância para o turismo arqueológico.
Prazo para submissão: 30 de maio de 2026